Eis
uma pergunta difícil de ser respondida: “O que é Literatura?”. Os conceitos são
vários, mas, na prática suas definições são infinitas. Navegando pela internet,
encontrei o resumo das minhas ideias, ao afirmar que
...Não se pode pensar ingenuamente que
Literatura é um ‘Texto’ publicado em um ‘livro’, porque sabemos que nem todo
texto e nem todo livro publicado são de caráter Literário (www.soliteratura.com.br).
Ainda
não sei, em definitivo, o que seja Literatura; por isso, atenho-me ao
pensamento de que ela seja a transformação da realidade em palavras. Mas, não
se tratam de palavras desconexas ou sem sentido. Antes, são palavras
significativas, cheias de segredos e labirintos; capazes de levar o leitor a
pensar, a refletir sobre a vida e seus caminhos (ou descaminhos). Assim, se o
texto não instiga o pensamento do leitor, talvez não seja, de fato, Literatura.
A
dúvida persiste no fato de que muitos textos não encontram leitores capazes de
decifrá-los. Vide “Dom Casmurro”, de Machado de Assis; indubitavelmente, para
muitos, um Clássico da Literatura Nacional; para outros, porém, um monte de
palavras dispostas num calhamaço de papeis. Mas, persiste, ainda hoje, a
dúvida: Capitu traiu, ou não traiu Bentinho?
De acordo com José de Nicola (1998: 24) o que
torna um texto Literário é a função poética da linguagem que “ocorre quando a
intenção do emissor está voltada para a própria mensagem, com as palavras
carregadas de significado”. Desta forma, é inconteste a afirmativa de que temos
vários literatos em nosso meio, ainda que muitos sem qualquer publicação em
papel; da mesma forma, muitos são os que publicam conteúdos sem qualquer valor
Literário.
Por
causa desta discordância sobre o que seja, de fato, Literatura, é que, talvez, convivemos
com tanta desvalorização da Literatura. Por não saber de que se trata, muitos
não leem livros literários, preferindo se ater aos técnicos e/ ou aos chamados “autoajuda”,
mais fáceis de ler e compreender, afinal,
não dispensam tanta imaginação e “esforço imaginativo”.
Não
obstante, nem tudo está perdido no mundo literário, afinal, ainda existem
pessoas que leem e, mais que isso, interessam-se, de fato, pela Literatura;
cabendo aos criadores, escritores, agitadores e, sobretudo, aos agentes sociais
responsáveis, criarem as condições necessárias para que as obras literárias, de
qualidade, escritas ou não, cheguem aos seus receptores, para que a Literatura
alcance o seu real e indubitável valor.
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