Decaímos deste mundo
tão
louco e transviado.
Vimos
a tão formosa lua
deixar-se enganar pelo sol.
Mas a música tem de viver,
os sons têm
de continuar
e as estrelas têm de existir.
Morramos de tédio e fome
de tanta dor e melancolia,
mas
cantemos os tons ,
pois
esta tão nobre
arte
'antes de qualquer
coisa';
antes de você
e de mim
antes
das putas e
bichas
antes
da vida e da
morte.
Comamos a
dor das mulheres
e o gozo das crianças tão puras;
choremos a felicidade mórbida,
resquício do nosso velho amor,
mote de esperanças perdidas.
Afinal:
De la musique toute chose !
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