Os velhos bêbados ao pé da cruz
Cerimoniosos ouvem os sinos
Despertados pelos pobres meninos
Que o fogo fátuo da vida produz.
E no tardar de uma noite de lua
Uma menina em torpor se reduz
(Tétrico ser que de amor não reluz)
Entregando-se, desnuda, na rua.
Um dia, quem sabe, a centelha perfura
A sôfrega alma atarantada e pura
E a noite morta transmuta-se em luz
Verá então a menina imatura
Que o mesmo ventre que a dor lhe introduz
Fará florescer o amor que conduz.
Cerimoniosos ouvem os sinos
Despertados pelos pobres meninos
Que o fogo fátuo da vida produz.
E no tardar de uma noite de lua
Uma menina em torpor se reduz
(Tétrico ser que de amor não reluz)
Entregando-se, desnuda, na rua.
Um dia, quem sabe, a centelha perfura
A sôfrega alma atarantada e pura
E a noite morta transmuta-se em luz
Verá então a menina imatura
Que o mesmo ventre que a dor lhe introduz
Fará florescer o amor que conduz.
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ResponderExcluirElismar, eu li o seu soneto com muita atenção. É um poema clássico ao estilo dos grandes poetas da língua portuguesa. Vai aqui uma sugestão. Faça rimas ABBA ABBA CDC DCD pois fica mais bonito e oferece musicalização para quem faz a leitura. Parabéns! Um amplexo Dário Cotrim.
ResponderExcluirObrigado pelas palavras e pela dica, meu amigo. Fico feliz pela atenção.
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