Elismar Santos
Severamente,
não sou mais poeta:
Em
dias de sol não canto mais as flores,
Em
versos não choro mais minhas dores.
Sinceramente,
não sou mais poeta.
E
esta lágrima que me desce fria,
Ainda
me corre a pálida pele
Recobre
o peito, que não a repele,
E
me eriça os pelos em demasia.
Ainda
assim, não mais escrevo versos
E
regozijo-me em noites de bares
Com
lindas mulheres e seus amplexos
Com
lindas morenas e seus olhares.
Não
faço mais versos nos meus reversos
E
já não me perco se me encontrares.
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