quarta-feira, 8 de outubro de 2014

VIVEMOS UM RETROCESSO,NÃO SEI SE PARA O BEM OU SE PARA O MAL

A vida é cíclica, e disto todos temos certeza. E, justamente agora, vivemos um retrocesso, não sei se para o bem ou se para o mal. É bem verdade que vestido de modernismos e modernidades, mas, indubitavelmente, um retrocesso. No início do século passado, viveu-se uma intensa onda de mudanças, estas que, na Literatura, foram chamadas Modernismo. E utilizemos a Literatura apenas para situar os fatos, haja vista que essa é o retrato dos acontecimentos que acometem a sociedade durante determinado período.

O Brasil vinha do fim da escravatura, da queda da Monarquia e, consequente, ascensão da República. Os carros, as fábricas, os imigrantes... Enfim, o país passava por intensas modificações, progredia-se física e mentalmente. As ideias transformavam-se e a ideia de liberdade tomava conta de toda uma nação.

Depois, já tempos difíceis, chegaram os militares a chamada Ditadura. A liberdade já não era a mesma. Novas regras, novas ideias, novas formas de fazer. De certo modo, havia um retrocesso na maneira de pensar o mundo, e era um modo mais conservador, recatado e excessivamente preocupado com o que os outros iriam pensar.

Com o fim da Ditadura e a abertura política, a volta dos exilados políticos, tem-se a construção de uma nova era, com a liberdade de expressão, o uso de drogas, a invenção da minissaia, a abolição dos sutiãs, a pílula anticoncepcional e tantas outras conquistas que revolucionariam o mundo. Vê-se, novamente, a liberdade à tona, sem se preocupar com os olhares e pensamentos alheios, cultivando-se, de novo, a ideologia do Carpe Diem.

E tudo isto foi crescendo, crescendo... Até que chegássemos aos anos 90 e 2000, com as apelações televisivas, onde se viam mulheres nuas em banheiras cheias de sabonete; dançando sobre garrafas ou, verdade, cenas de sexo explícito em filmes televisivos às duas da tarde de alguma quarta-feira qualquer.

Mas, eis que chegamos ao ano de 2014. Ano político, com intenso uso da internet, das redes sociais e outros tantos meios de comunicação; e o povo vota pelo conservadorismo no poder legislativo, para o horror de vários estudiosos.


A verdade é que o povo cansou-se de tamanha libertinagem, de tanta procrastinação pública, de tanta revolução sem causa alguma. Conforme foi dito, a vida é cíclica e, apesar de todo o revestimento moderno, o povo ainda é conservador e, em algum momento do Romance, cansa-se de ver os Direitos Humanos defendendo o bandido, em detrimento do homem de bem; cansa de ver as famílias sendo destruídas pelas drogas, pelos modismos baratos, pela insensatez humana. Em algum momento, o povo cansa e deseja que tudo seja como antes em terras de Abrantes. Tenho dito!

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