A
vida é cíclica, e disto todos temos certeza. E, justamente agora, vivemos um
retrocesso, não sei se para o bem ou se para o mal. É bem verdade que vestido
de modernismos e modernidades, mas, indubitavelmente, um retrocesso. No início
do século passado, viveu-se uma intensa onda de mudanças, estas que, na
Literatura, foram chamadas Modernismo. E utilizemos a Literatura apenas para
situar os fatos, haja vista que essa é o retrato dos acontecimentos que
acometem a sociedade durante determinado período.
O
Brasil vinha do fim da escravatura, da queda da Monarquia e, consequente,
ascensão da República. Os carros, as fábricas, os imigrantes... Enfim, o país
passava por intensas modificações, progredia-se física e mentalmente. As ideias
transformavam-se e a ideia de liberdade tomava conta de toda uma nação.
Depois,
já tempos difíceis, chegaram os militares a chamada Ditadura. A liberdade já
não era a mesma. Novas regras, novas ideias, novas formas de fazer. De certo
modo, havia um retrocesso na maneira de pensar o mundo, e era um modo mais
conservador, recatado e excessivamente preocupado com o que os outros iriam
pensar.
Com
o fim da Ditadura e a abertura política, a volta dos exilados políticos, tem-se
a construção de uma nova era, com a liberdade de expressão, o uso de drogas, a
invenção da minissaia, a abolição dos sutiãs, a pílula anticoncepcional e
tantas outras conquistas que revolucionariam o mundo. Vê-se, novamente, a
liberdade à tona, sem se preocupar com os olhares e pensamentos alheios,
cultivando-se, de novo, a ideologia do Carpe Diem.
E
tudo isto foi crescendo, crescendo... Até que chegássemos aos anos 90 e 2000,
com as apelações televisivas, onde se viam mulheres nuas em banheiras cheias de
sabonete; dançando sobre garrafas ou, verdade, cenas de sexo explícito em
filmes televisivos às duas da tarde de alguma quarta-feira qualquer.
Mas,
eis que chegamos ao ano de 2014. Ano político, com intenso uso da internet, das
redes sociais e outros tantos meios de comunicação; e o povo vota pelo
conservadorismo no poder legislativo, para o horror de vários estudiosos.
A
verdade é que o povo cansou-se de tamanha libertinagem, de tanta procrastinação
pública, de tanta revolução sem causa alguma. Conforme foi dito, a vida é
cíclica e, apesar de todo o revestimento moderno, o povo ainda é conservador e,
em algum momento do Romance, cansa-se de ver os Direitos Humanos defendendo o
bandido, em detrimento do homem de bem; cansa de ver as famílias sendo destruídas
pelas drogas, pelos modismos baratos, pela insensatez humana. Em algum momento,
o povo cansa e deseja que tudo seja como antes em terras de Abrantes. Tenho
dito!
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