Ainda não me ensinaram fazer poesia
Por isso pego minha caneta e o calhamaço
E saio a perambular pelas ruas
Olhando os pássaros e as pedras
As mulheres e os muros.
Por isso pego minha caneta e o calhamaço
E saio a perambular pelas ruas
Olhando os pássaros e as pedras
As mulheres e os muros.
Às vezes me sento em algum meio-fio
E desfio um poema inútil.
Outras vezes, subo aos céus
E observo o vazio que me toma
Como se deixam tomar as almas
De todos os poetas sem poesia.
E desfio um poema inútil.
Outras vezes, subo aos céus
E observo o vazio que me toma
Como se deixam tomar as almas
De todos os poetas sem poesia.
Ainda não me ensinaram como se faz
Ainda não me disseram como se cria
Por isso pego minha vida e perambulo
Às vezes morro, como se isso fosse algo de valia
Depois volto e perenizo.
Ainda não me disseram como se cria
Por isso pego minha vida e perambulo
Às vezes morro, como se isso fosse algo de valia
Depois volto e perenizo.
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